© 2015-19 by Inês Valle. Proudly created with Wix.com

SOMEWHERE

among all these rocks and stones

IS MY HOME

1/5

EN

Somewhere among these rocks and stones is my home

2010

Installation
Digital Photographs - 150x100cm; 100x80cm; 105x70cm;

Booknote 'throughout the yellow lone';

Video/Sculpture 'In air n.1'

(…) Couture said his students: Attend good places, visit the Louvre. But after seeing all the great masters who rest there, one must leave quickly and revive itself, in the contact with nature, in the instincts,

the sensations of art that reside in us. (…)
Extract from a letter sent by Paul Cézanne to Charles Camoin, in 1903


Evidence inaccessible parts of nature, by withholding it in any kind of support, immortalizing it in her spatial condition, defying the contemplation than in the past would be an exercise of meditation, but as today, substantiates a challenging act, encourages and stimulates looking at what remains, as well as at all the parallels of survival. To think immensity it’s contradicting the addiction of denomination, it’s opening the eye and let all that greatness takes us in and inquire whether it’s us or the place. And until when will there be, whether in us or outside us, a place?! Presenting us a series of images from Iceland, implied to a set of views and sounds disparate from those from the cities we live in, of one of the biggest lake. In this plan, her trial in a real, exotic and inhospitable place, was revealed in the tendency to assume the primeval silence (...) This immense silence importuned, in her return to routine, seemed in those moments, imperturbable, as eternal as forgetfulness, so static as cold. (...) More than a title for this set of images is an appeal of the wilderness that evokes our aesthetic sense towards a dialogue of plasticity on environmental basis.

(Extract from the exhibition essay by Maria Bispo , 2010)

 PT

Somewhere among these rocks and stones is my home

2010

Instalação
Fotografia Digital - 150x100cm; 100x80cm; 105x70cm;

Livro 'throughout the yellow lone',

Video/Escultura 'In air n.1'

(…) Couture dizia a seus alunos: Frequentem bons lugares, ou seja Frequentem o Louvre. Mas depois de ver os grandes mestres que lá repousam, é preciso sair depressa e vivificar em si mesmo, em contacto com a natureza, os instintos, as sensações de arte que residem em nós. (…)

Extracto da carta de Paul Cézanne a Charles Camoin em 1903

 

Evidenciar parcelas da natureza inacessível, através da retenção em qualquer suporte dessa paisagem, eternizando-a na sua condição espacial, desafiando à contemplação que no passado seria um exercício de meditação, mas que, hoje, substancia um acto interpelador, elabora e estimula observar o que subsiste, bem como todos os paralelos de sobrevivência. Pensar a imensidão é contrariar o vício de denominar, é abrir o olhar e deixar que a grandeza nos tome por dentro e inquirir se nós seremos ou não um lugar. E até quando haverá em nós, ou fora de nós, um qualquer lugar?! Nesta série de imagens da Islândia, designadamente de um dos maiores e mais conhecido lago glaciar o Jökulsárlón, obrigatoriamente subentendidas a um conjunto de observações e sons díspares dos que vivenciamos nas cidades. Neste plano, o seu ensaio, em primeiro lugar pela autora, num cenário real, exótico e inóspito, revelou-se na tendência primeva de o assumir por silêncio (...) Este silêncio imenso importunado, aquando do seu regresso à rotina, parecia-lhe naqueles momentos, imperturbável, tão eterno quanto o esquecimento, tão estático quanto frio. Somewhere, in all these rocks and stones, is my home, mais que um título para este conjunto de imagens é um apelo da natureza selvagem que convoca o nosso sentido estético para um diálogo de plasticidades com fundamento ambiental.

(Extract from the exhibition essay by Maria Bispo , 2010)